Quem gerencia o Supply Chain de importadoras de bens de capital, partes, peças e grandes tubulações industriais sabe o peso da responsabilidade que é escolher um fornecedor que atenda as qualificações de segurança e os budgets disponíveis.
Esse desafio dobra quando a carga já passou pela burocracia da zona primária, a nacionalização foi concluída, mas o seu cliente final aguarda o ativo para iniciar uma operação e nessa equação entra a função de “tempo”, o ativo mais valioso de todos.
É nesse momento crítico que o escoamento rodoviário doméstico pode se tornar um pesadelo de custos ou um diferencial competitivo.
Com grandes objetivos, vem grandes responsabilidades.
Essa máxima popular, não poderia estar mais certa quando falamos de cargas pesadas e maquinários voltados à indústria.
Custos operacionais e o peso do Gerenciamento de Risco (GR)
Uma matéria recente da @MundoLogística, baseada em dados da CNI, revelou que 62% das empresas sofrem com custos operacionais inflacionados por gastos com segurança e gerenciamento de risco. Para 81% dos executivos, essa conta corrói as margens e impacta o preço final do serviço.
Quando trazemos esse cenário para a nossa realidade, no atendimento a empresas de maquinários, partes e peças, a questão dobra de tamanho. Não estamos falando de caixas padronizadas em pallets comuns. Falamos de cargas com peso concentrado, dimensões excedentes e alto valor agregado.
O perfil da carga, é o elemento crucial, que determina o parceiro ideal.
Por que o perfil da carga define o frete dedicado ideal?
Para esse perfil de carga, o transporte rodoviário dedicado é mandatório.
Fechar essa contratação sem um desenho cirúrgico do perfil do produto e da operação logística pode destruir qualquer planejamento de Supply Chain por três motivos:
1. A Ineficiência no Dimensionamento da Frota:
Maquinários e tubos exigem configurações específicas na seleção do veículo e amarração. Errar no carregamento significa comprar um risco operacional desnecessário.
2. O Gargalo Oculto do Gerenciamento de Risco (GR):
Cargas nacionalizadas de alto valor exigem o cumprimento estrito das apólices de seguro. Detalhes como o acionamento correto de escoltas, rotas pré-definidas e outros requisitos, não podem ser negligenciados.
Se o transportador falhar em um item do check-list de GR seus custos podem dobrar, somente nessa ponta.
3. Logística de Entrega e Análise de Tráfego:
Tubulações e grandes partes demandam análises de rota, e, muitas vezes, Licenças Especiais de Trânsito (AET). O transportador precisa ser um parceiro de engenharia logística, e não apenas um motorista com um caminhão à disposição.
Conclusão
Por isso, sempre recomendamos que a pessoa responsável pela carga, faça seu dever de casa para escolher o fornecedor que consiga abarcar a capacidade operacional e ofereça uma análise de risco (inclusive do trajeto) customizada para o perfil da carga.
O frete mais caro, no final das contas, é aquele que atrasa a linha de produção do seu cliente e não aquele que é apresentado na proposta. Fique atento!
Como você tem desenhado a estratégia de escoamento das suas importações? As exigências de gerenciamento de risco têm sido o maior desafio na sua composição de custos hoje?


