O que a recusa dos aliados dos EUA sobre Ormuz ensina em relação à escolha de parceiros logísticos?

A recusa dos aliados dos EUA sobre Ormuz revela muito sobre a escolha de parceiros logísticos, confiança operacional e relações de longo prazo.
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Recentemente, o presidente Trump solicitou apoio naval de aliados para reabrir o Estreito de Ormuz. A resposta até momento: “não”.

No LinkedIn, muitos focam na pontualidade do momento e da solicitação do presidente ou até mesmo na “falta de união” desses parceiros, mas isso carece um olhar mais profundo sobre a linha do tempo e os envolvidos. Se encararmos de forma bem superficial, poderíamos até considerar que seria um ganho mútuo, tendo em vista que a rota é fundamental não só para o petróleo e gás, mas para todo efeito em cascata que vem se desenhando no mercado.

Mas a reflexão aqui é além. A pergunta é: Por que a recusa desses aliados, falou mais sobre o posicionamento dos EUA (como contratante) do que sobre a competência dos parceiros?

Isso, é óbvio, aconteceu por uma série de motivos, mas o objetivo é trazer um paralelo sobre o posicionamento entre parceiros na logística, um aliado das suas operações. E, aqui, fica a seguinte reflexão:

Parceiros sólidos e confiáveis, buscam relacionamentos de longo prazo, a construção de uma relação mútua depende de ambas as partes; Não se limita apenas a responder uma convocação, para salvar operações das quais não foram consultados no planejamento (ou na falta dele).

O “teste de lealdade’ do parceiro está nas horas práticas e desafiantes da operação, nos prazos apertados, no gerenciamento de altos riscos e não na ameaça, que demostra apenas uma tentativa de superioridade de uma das partes. Como resultado, tem-se a quebra da confiança e a perda do parceiro e/ou a demissão do cliente. Respeito e comunicação são a base dos relacionamentos (principalmente nos comerciais).

O tema aqui, não é a política e nem a crítica a nenhuma das partes, mas assim como no âmbito dos Estados, a vida e a logística exigem um posicionamento consistente e coerente ao longo do tempo.

E, se sua cadeia de suprimentos depende de “aliados” que só são acionados na hora do incêndio e depois descartados – pode ser a hora de rever seus conceitos sobre o que é uma parceria. Essa definição, pode ser um indicador de que sua escolha de parceiros (ou a forma como você os gerencia) precisa de uma revisão estrutural e mais sólida no longo prazo.

A confiabilidade se constrói no dia a dia para que no momento da crise, ela possa ser acionada de maneira eficaz.

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